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Tipos de fio e afiação

TIPOS DE FIOS (GUMES)

 

 

Existem muitos tipos de fios, cada um, com uma função específica, porém vamos apresentar, de modo sucinto, os tipos de fios (gumes) mais comuns:

 

  1. Côncavo (Hollow) – Favorece o corte preciso, sendo muito utilizado em navalhas. Devido ao seu formato, é inadequado para o uso “pesado”;

  2. Totalmente Reto (Full Flat) – Também favorece um corte preciso, fio e lâmina são únicos, porém não é muito utilizado, pois deixa a lâmina mais frágil;

  3. Reto (V Flat) – Mais simples e comum, este tipo de fio possui a borda afunilada, que beneficia o corte e melhora sua resistência (a partir deste tipo de fio surgem muitas variações, que podem beneficiar mais o corte ou a resistência);

  4. Cinzel/Formão – Como o próprio nome indica, possuem o formato de um cinzel (buril), que também confere um corte preciso. São muito utilizadas na culinária japonesa;

  5. Fio Composto (Double Bevel/Compound) – Este tipo de fio composto (em ângulos diferentes) beneficia a resistência da lâmina, pequeno sacrifício do corte. Sua utilidade maior está no uso pesado;

  6. Convexo - Muito utilizado em machados e em alguns facões (ex: Kukri), este tipo de fio beneficia o uso pesado (pois os tornam mais resistentes). 

  7.  

 

 

AFIAÇÃO


Aqui, adentramos em um “território” mais polêmico. Existem várias correntes de pensamento, cada uma defendendo o seu modo de afiar (seja com o uso de materiais diferentes, seja com as formas possíveis, etc.).


Antes de tudo, convêm ressaltar, caso não saiba afiar, que procure um profissional para que possa fazer ou ensiná-lo, principalmente se estiver lidando com facas “Premium” (de maior valor agregado).


Neste espaço, não pretendemos ensinar a afiar, mas apenas mostrar alguns conceitos básicos, que possam ajudá-los mais adiante.


A afiação de uma lâmina nada mais é que o desbaste e o polimento de seu fio (gume). O desbaste irá criar o que podemos chamar de “micro-serras” e o polimento irá fazer com que essas “micro-serras” deslizem mais facilmente, daí o “corte”.
A lâmina normalmente perde o “corte”, fica “cega”, quando essas “micro-serras” (também poderíamos chamar de “micro-dentes”) se empenam e/ou desgastam. Então, ao invés de auxiliar a deslizar, irão atrapalhar.


Um ponto importante a ser ressaltado (antes de começar a afiar) é sempre respeitar o tipo do fio que a faca possui (a sua angulação). O desrespeito ao âgulo poderá acarretar na “perda” do fio. Portanto, desconfie, se alguém lhe disser que só existe um ângulo para se afiar.


Para fazer a afiação, normalmente se utilizam pedras (abrasivas) de diferentes grãos (granulações), onde os grãos mais grossos servirão para desbastar e os mais finos para polir. Essas pedras podem ser naturais (ex: pedra Arkansas) ou sintéticas. Ainda pode se utilizar lixas, limas, afiadores com pó de diamante, etc. Para complementar, também se usa água ou óleos (especiais) nessas pedras, cuja função é proteger a pedra e a lâmina, diminuindo a resistência e o aquecimento do metal. Para finalizar (o polimento), alguns usam a chaira, cuja função está em  acabar de alinhar/polir as “micro-serras”, outros vão mais adiante, usando massa de polir ouro numa superfície de couro liso (ao final, vai depender da finalidade do fio).


Na internet poderão encontrar diversos links mostrando como se afiar, porém sugerimos que procurem um bom cuteleiro, ou profissional conceituado, para que afie ou ensinem essa nobre arte.

 

OBS: FAZEMOS WORKSHOPS DE AFIAÇÃO PERIODICAMENTE, AQUI EM BRASÍLIA. CASO TENHA INTERESSE, ENTRE EM CONTATO CONOSCO.